Geely EX2: A Game-Changing Electric Car in Brazil – Price, Sales & Urban Focus

O hatch compacto elétrico da Geely, o EX2, tem chamado atenção nas ruas brasileiras e nos números de vendas. Em apenas um mês de comercialização oficial no país, o modelo já se destaca como o carro mais vendido no varejo do Rio Grande do Norte e consolida sua proposta de ser a opção mais acessível e prática para quem vive 100 % no ambiente urbano.

O que aconteceu?

Na última semana de dezembro, o Geely EX2 registrou seu primeiro mês completo de vendas no estado do Rio Grande do Norte e, surpreendentemente, tornou‑se o veículo mais vendido no segmento de varejo, superando concorrentes de marcas consolidadas como Chevrolet e Renault. Esse marco reforça a rápida aceitação do modelo entre os consumidores potiguares, que buscam um carro elétrico com preço atrativo e dimensões adequadas ao trânsito das cidades.

Contexto e antecedentes

O EX2 chegou ao Brasil como a primeira oferta da Geely – grupo automotivo chinês controlado pela Zhejiang Geely Holding Group – respaldada por um acordo de suporte tecnológico e de rede de serviços com a Renault. Na China, o hatch já detém o título de carro mais vendido do país, graças à combinação de preço competitivo, autonomia urbana suficiente e design compacto.

No mercado brasileiro, a Geely disponibiliza duas versões: a Pro , com preço sugerido de R$ 123.800, e a Max , que chega a R$ 136.800. Ambas apresentam 4,14 m de comprimento, entre‑eixos de 2,65 m e uma única opção de motorização elétrica, otimizada para deslocamentos dentro de áreas metropolitanas. A autonomia declarada (cerca de 300 km no ciclo WLTP) e o tempo de recarga (aproximadamente 6 horas em carregadores de nível 2) são adequados para rotas diárias de até 150 km, tornando o EX2 ideal para quem não costuma fazer viagens longas.

A estratégia de preço da Geely tem sido central. Em um cenário onde os veículos elétricos mais baratos do país começam em torno de R$ 99 mil, o EX2 posiciona‑se como a alternativa mais econômica dentro da categoria de hatch compacto, competindo diretamente com modelos como o Chevrolet Bolt EV e o Renault Zoe, que apresentam valores superiores a R$ 130 mil.

Implicações para o mercado brasileiro

1. Democratização da mobilidade elétrica – O sucesso do EX2 indica que a combinação de preço acessível e apoio de uma rede de concessionárias (neste caso, a parceria com a Renault) pode acelerar a penetração de veículos elétricos (VE) no Brasil, especialmente em cidades de médio porte onde a densidade de carregadores ainda é limitada.

2. Pressão sobre concorrentes – Marcas como BYD, que domina o top 10 de vendas de VEs no país, podem sentir a necessidade de reavaliar suas ofertas de preço e posicionamento. Enquanto a BYD continua liderando com cinco modelos diferentes no ranking, o crescimento do EX2 demonstra que novos entrantes podem rapidamente ganhar participação de mercado se focarem em nichos urbanos.

3. Incentivo a políticas públicas – O desempenho de um modelo tão voltado ao uso urbano pode servir de argumento para autoridades estaduais e municipais ampliarem incentivos fiscais, subsídios de instalação de pontos de recarga e zonas de circulação privilegiada para veículos de baixa emissão.

4. Expansão da rede de serviços – O suporte da Renault à Geely traz consigo a infraestrutura de manutenção e pós‑venda já estabelecida pela montadora francesa, reduzindo a barreira de confiança dos consumidores que ainda têm dúvidas sobre a confiabilidade de marcas chinesas.

Por que o EX2 exige um perfil 100 % urbano?

A proposta do EX2 foi desenvolvida com foco total na mobilidade dentro das cidades. Seu tamanho compacto facilita o estacionamento em vias estreitas, enquanto a autonomia de cerca de 300 km é suficiente para o deslocamento diário, mas insuficiente para viagens intermunicipais longas sem planejamento prévio de recarga. Além disso, o carregamento em casa – principal modo de recarga para a maioria dos proprietários – cobre a maior parte das necessidades dos usuários urbanos.

Esse posicionamento pode ser visto como uma “carta de amor” às megacidades brasileiras, que enfrentam congestionamentos crônicos e buscam reduzir a emissão de poluentes. O EX2, ao oferecer um custo de operação baixo (energia elétrica costuma ser 50 % mais barata que gasolina/diesel) e manutenção reduzida, apresenta um argumento econômico sólido para quem ainda utiliza veículos a combustão interna.

O futuro do EX2 e da Geely no Brasil

A Geely já sinalizou que pretende expandir sua linha de veículos elétricos no país, aproveitando a aceitação do EX2 para introduzir modelos de segmento superior e, possivelmente, versões com maior autonomia. A empresa também está trabalhando para resolver questões técnicas identificadas nos modelos EX5 e EX2, como otimização do software de gerenciamento de bateria e aprimoramento dos sistemas de assistência ao motorista.

Enquanto isso, os consumidores podem esperar a ampliação da oferta de pontos de recarga, impulsionada tanto por investimentos privados quanto por políticas públicas. A tendência aponta para um ecossistema cada vez mais favorável à eletrificação, onde modelos como o Geely EX2 desempenham um papel central ao provar que a mobilidade elétrica pode ser acessível, prática e adaptada ao ritmo das cidades brasileiras.

Em síntese, o sucesso precoce do Geely EX2 no Rio Grande do Norte e sua proposta de preço competitivo marcam um ponto de inflexão no cenário de veículos elétricos no Brasil. Se a combinação de apoio da Renault, estratégia de preço e foco urbano continuar a render frutos, o EX2 pode inspirar outras montadoras a lançarem ofertas mais acessíveis, acelerando a transição do país rumo a um futuro de transporte mais limpo e eficiente.

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